A escravidão dos frangos
Essa criatura estúpida, porca e profundamente irritante, enquanto viva, que dá pelo nome de galinha e frango, na versão masculina, consegue, no entanto, exercer um enorme fascínio sobre a maioria dos humanos.
Quando assado é uma delícia para o olfacto e o paladar, um verdadeiro objecto de desejo capaz de fazer salivar qualquer mortal.
Parece que, de facto, o propósito actual da sua existência é porem ovos e servirem de alimento. Até chegarem às nossas barriguinhas o franguinho moderno vive em verdadeiros campos de concentração
, porém numa versão nova e melhorada, aqui ficam confinados a espaços exíguos, permanentemente expostos a luzes fortes para que cresçam mais rápido e para que estejam sempre a comer, aumentando rapidamente o seu peso e estimulando a postura. Na verdade, ao contrário do que Hitler pretendia fazer com os judeus, os criadores não pretendem o extermínio da “raça”, mas sim o aumento do seu número de especímenes.
Com tudo isto não admira que os pobres apanhem gripe e andem por aí a semear o pânico, cuidado que seguindo o exemplo e consciencializando-se do seu poder o belo do frango ainda cria sindicatos, ganha direitos legais e torna-se objecto de estudo psicológico capaz de sofrer de stress, traumas ou até esquisófrenia.
Quando assado é uma delícia para o olfacto e o paladar, um verdadeiro objecto de desejo capaz de fazer salivar qualquer mortal.
Parece que, de facto, o propósito actual da sua existência é porem ovos e servirem de alimento. Até chegarem às nossas barriguinhas o franguinho moderno vive em verdadeiros campos de concentração
, porém numa versão nova e melhorada, aqui ficam confinados a espaços exíguos, permanentemente expostos a luzes fortes para que cresçam mais rápido e para que estejam sempre a comer, aumentando rapidamente o seu peso e estimulando a postura. Na verdade, ao contrário do que Hitler pretendia fazer com os judeus, os criadores não pretendem o extermínio da “raça”, mas sim o aumento do seu número de especímenes.Com tudo isto não admira que os pobres apanhem gripe e andem por aí a semear o pânico, cuidado que seguindo o exemplo e consciencializando-se do seu poder o belo do frango ainda cria sindicatos, ganha direitos legais e torna-se objecto de estudo psicológico capaz de sofrer de stress, traumas ou até esquisófrenia.

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