Reféns de uma criança rebelde

Eu devia ter na altura uns cinco anos… E não tinha assim muito bom feitio! Só para vos dar um exemplo, desde pequena que tinha tendência para dar “dentadinhas” ao pessoal…
Naquele dia, os meus pais estavam sobejamente entretidos a grelhar um peixito na varanda, um almoço de fim-de-semana muito apreciado na nossa casa. Eu vi os dois tão distraídos que pensei:
-“ E se eu os fechasse lá fora?”
Nem pensei mais: adorei a minha própria ideia! Nisto, empurro a porta da varanda, que tinha a chave do lado de dentro, e zás!
Quando se aperceberam que estavam “reféns”, os meus pais pediram-me para abrir a porta, (ainda) com modos. Digamos que a minha resposta foram umas gargalhadas bem dadas (meu Deus, eu tinha qualquer coisa diabolicamente sádica dentro de mim!). Depois, ia alternadamente lá mostrar os dentes à porta de vidro e para dentro da cozinha, onde não me viam. Basicamente, foram uns quantos minutos de gozo total, até que o meu pai diz:
- “Filipa, se não abres a porta agora, eu parto o vidro e ainda apanhas por cima!”
Eu mostrei-me um pouco relutante mas… não cedi! E o acto concretizou-se: o meu pai, de punho cerrado, parte o vidro e eu fujo. Principais conclusões: 1. Ele não se aleijou (não é um peso que eu tenha de carregar na minha consciência até hoje, ufa!); 2. Eu não fui muito longe; 3. A porta passou a ter um fio que permitia quem estivesse na varanda, abrir a porta pelo lado de fora.
Conclusão final: O crime não compensa!

1 Comments:
Tu não eras rebelde! Eras má mesmo!! E continuas a ser... lol! Má como as cobras! Venenosas!! tzzz... Quando tiveres um filho (se tiveres!!), espero que ele te faça sofrer o mesmo que tu fizeste aos teus pais, a ver se gostas! Toma! :D
Publicar um comentário
<< Home